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LUCILE MOURA – UMA CRIMINOSA APADRINHADA PELO GOVERNADOR

>> 29 de mai. de 2009

Lucile Moura - chamada pelo
governador de Secretária
das Causas Impossíveis



Mesmo sabendo que as obras da EMGERPI são todas realizadas estuprando todos os procedimentos técnicos e legais, que o superfaturamento é uma conduta comum na gestão de Lucile Moura e que, para abastecer o caixa dois, obras e serviços são porcamente executados, o senhor governador Wellington Dias continuou enchendo a caneta da presidente e a chamando de “secretária das causas impossíveis”.

A EMGERPI não é só responsável pela tragédia da Barragem Algodões como também por outras grandes tragédias espalhadas Piauí a fora. Vide o caso de Esperantina quando, ao fazer pouco caso da Justiça Eleitoral e de seus magistrados e promotores no Estado, espalhou pelo município, notadamente entre os meses de julho e setembro do ano passado (período eleitoral) um mundo de obras e serviços com o único propósito de eleger a prefeito o chefe de gabinete de W. Dias – Francisco Antonio de Sousa Filho.

O resultado todo mundo conhece. Sem o menor compromisso com a cidade e tido por seus próprios ex-colegas palacianos como um homem frio, de personalidade perturbada e sempre brigando muito para tomar a frente das compras ligadas ao gabinete do governador, cujos fornecedores e prestadores de serviços eram obrigados a ceder parte de seus lucros para ele, acabou eleito prefeito de Esperantina, por obra e graça de Lucile e sua lavanderia de dinheiro público batizada de EMGERPI.

Esperantina estava em franco desenvolvimento, com a construção de 1.500 casas em estágio bastante adiantado, rua climatizada futurista em fase de acabamento, uma universidade municipal que já era modelo aos olhos de nossos parceiros a exemplo da UFPI, UFSC e UFRN, calçamentos iniciados com recursos do FINIS para 13 bairros urbanos e um avanço histórico na área da Educação, dentre outros projetos e programas não menos importantes.

O dinheiro desviado pelo PT promoveu uma mudança de curso na história da cidade, maquiavelicamente promovida pela corrupção eleitoral patrocinada pelo Governo do Estado, com maior participação da EMGERPI, onde não faltaram inclusive TED´s (Transferências Eletrônicas Diretas) de valores elevados das contas da empresa do Estado para contas de pessoas físicas de parentes do atual prefeito Francisco Antonio (PT).

Hoje, as casas, rua climatizada, universidade, calçamentos, estradas, tudo o que deixei está destruído e abandonado. Parte dos recursos desapareceram, outra parte está retornando para os cofres da União em resposta às perdas de prazo e falta de equipe técnica à altura dos densos e complexos projetos que minha gestão aprovou junto aos órgãos nacionais.

Por se tratar de um capricho do próprio governador, o mesmo que tem a imprensa do Piauí dentro do bolso, as redações se calaram e os editores proíbem quaisquer linhas redigidas e que revelem a verdade do massacre em Esperantina.

Quanto a mim? Continuo aqui, correndo atrás, muitas vezes pego meu carro e atravesso quilômetros atrás de mais um documento, de um depoimento importante, de algo que some ao já vasto dossiê que possuo, na esperança de tentar cessar a dor que arde hoje na alma de todos os esperantinenses, que assistem aflitos à destruição da cidade, à volta dos tempos de repressão, da total falta de transparência no trato com a coisa pública e do sucateamento daquilo que os ensinei ser o maior bem de todos: a Educação Pública de Esperantina.

Basta uma volta pela cidade para perceber que tudo o que escrevo aqui ainda é muito menor do que a tregédia que, a exemplo da Barragem Algodões, se abateu sobre a cidade de Esperantina e seu povo, levando mais que vidas, mas o sonho e a tranqüilidade de uma cidade inteira. Afinal, de que vale viver se nos roubam os sonhos e nos saqueiam a paz...

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LOBOS EM PELES DE CORDEIRO - CAPÍTULO 2

>> 23 de nov. de 2008

No primeiro capítulo de nossa blog novela da vida real, você conheceu o plano do Palácio de Karnak para vencer as eleições em Esperantina, um pouco da história de Chico Antonio e o seu desprezo pela própria família e as denúncias feitas por Themístocles Filho e Robert Rios sobre a corrupção eleitoral que o governador Wellington Dias promoveu em nossa cidade visando a eleição do Chico – seu ajudante de ordens número 1 e o mais eficiente carrega pastas do governador.

No ar: Lobos em Peles de Cordeiro – Capítulo 2 !


O BERÇO QUE ME EMBALOU.

Nasci em Guaratinguetá, uma bela cidade do Vale do Paraíba (Estado de São Paulo) no dia 27 de novembro de 1971.

Meu pai, um mineiro dos melhores: trabalhador, honesto e dono de um humor cativante e inteligente. Generoso e avesso à mentiras e crueldades, sempre nos ensinou a amar as pessoas como elas são, aceitando-as em suas limitações e dando-lhes créditos na esperança de que estas um dia venham a acertar.

Minha mãe um exemplo a ser seguido na difícil arte de amar e educar. Filha de imigrantes italianos tem o espírito das formigas (trabalha sem cessar) e um coração que falta não caber dentro dela de tanta generosidade e afeto pelo mundo e sua gente. Não me lembro de tê-la vista uma única vez sequer chorar suas fraquezas ou deprimir-se diante dos infortúnios da vida. De sua boca somente palavras de ânimo, de amor, de esperança de que na vida tudo passa, tudo se contorna, tudo se reconstrói.

E foi neste ambiente de profundo saber, de grande religiosidade e inesgotável respeito pela vida e pelo próximo que cresci, estudei e aprendi a ser o que hoje sou: um homem que mesmo ferido em sua dignidade e atropelado em seus direitos respira a vida em magnitude e enfrenta os dissabores com honradez e coragem.



DE MINAS GERAIS PARA O PIAUÍ.

Estava no segundo ano do ensino médio, cursando técnico em Telecomunicações. Era aluno interno da mais conceituada escola mineira na área, mantida e administrada pelos padres franceses da Ordem Betarramita no Brasil. Localizada em cima de uma colina na bela e paradisíaca cidade de Passa Quatro (sul de Minas Gerais), seu conjunto arquitetônico inglês datava do fim do século XIX e compunha um cenário misterioso, que inspirava os moradores locais nas mais diversas áreas. A escola, não raras vezes, era tema de músicas, poemas e, em função de suas dependências fechadas ao público externo e monumental em suas dimensões, personagem entre os populares em histórias que iam de padres envolvidos com a máfia até aparições de fantasmas e outras estórias do gênero. Com tudo isso, era muito divertido, além de nobre, aprender com a metodologia francesa de ensino.

Até então, e o ano no calendário colado atrás da porta do quarto marcava 1990, eu nunca havia me interessado ou sequer conhecido a região nordeste brasileira.
Aos finais de semana, quando não obtínhamos permissão para irmos para a casa de nossos pais, e isso se dava em razão de alguma nota baixa nos exames periódicos ou por algum ato de indisciplina, ficávamos na escola submetidos à aulas de reforço, trabalhos braçais agrícolas e encontros vocacionais. Para mim, quando isso acontecia, confesso que não era tão ruim assim, afinal poucos foram os finais de semana que não tive minha saída autorizada pelo padre administrador.

E foi num destes finais de semana que, durante um encontro vocacional, externei ao mediador o meu desejo, não de ser padre, mas de servir como missionário em países pobres, à exemplo dos africanos. Narrei-lhe a angústia que carregava na alma ao ver fotos e documentários daquelas pessoas miseráveis, vivendo marginalizadas, à margem dos Direitos Humanos, sem alimentos, sem remédios, sem amparo.

A conversa foi levada à sério, pelo que parece. Um ano depois, mais precisamente no dia 15 de abril de 1991 eu aterrisava no aeroporto de Teresina, rumo a Floriano, de onde, depois de fazer o noviciado em um convento franciscano, seguiria para Angola com a missão de somar-me aos frades presentes naquele país e trabalhar na construção de um mundo melhor para toda aquela gente.

UMA ÁFRICA DENTRO DO PIAUÍ.

Foi amor à primeira vista!

O Piauí era mais do que eu esperava, só não o clima, é claro. Sua vegetação, a generosidade e religiosidade impressionantes das pessoas, os baixos índices de criminalidade, o folclore local, o espírito festivo com que as pessoas frequentemente vivem e a alegria que o piauiense carrega na alma, contagiante e envolvente. Como disse, foi amor à primeira vista.

Em Floriano, primeiro conheci o Piauí de poucos e, só depois, o Piauí de muitos.
Convivendo na intimidade (no bom sentido, é claro) com padres, bispos e políticos, pude observar o luxo, as riquezas acumuladas e as relações entre eles nada nobres e religiosas. Corrupção, incentivo à desigualdade social, desprezo aos mais humildes e manipulação da informação, este último como forma de blindar este estado de vergonha que faz do Piauí, um estado rico em potencialidades, em um dos estados mais pobres economicamente do país.


Já, em outros momentos de minha vida em convento, conheci o Piauí de verdade, o Piauí da maioria. Integrando as muitas pastorais das quais participava (do campo, de amparo aos alcoólatras, às prostitutas, aos jovens drogados etc.) fui entrando, gradualmente, em contato com a massa, com aqueles que pouco possuíam e que, ainda assim, eram levados pela mídia a crer que estava tudo certo, que a vida era assim mesmo e que todos deveriam agradecer aos governantes porque aqui o negócio estava bom até demais.

Foi incursionando pelos povoados rurais e periferias urbanas que comecei a perceber que havia sim uma África dentro do Brasil. Pessoas morando em casas de palha, fazendo muitas vezes uma única refeição (se é que se pode chamar arroz puro de refeição) por dia, descalças, sem dentes, sem atendimento médico, sem direito à Justiça, sem razão diante do delegado. Pessoas sem renda, sem lenço, sem documento. Uma legião de mortos vivos que circulam pelas ruas e estradas do Piauí, produtos da imoralidade da política praticada no Estado, das decisões tomadas nos Tribunais e, o que é pior e agravante, das toneladas de mentiras despejadas em nossas mentes diariamente por jornais, tevês, portais e emissoras de rádio Piauí à fora.

Este foi o Piauí que me fez ficar, trabalhar e lutar. Um Piauí África que existe e que precisa urgentemente de uma ação modificadora, moralizadora e eficiente.

DE FREI FELIPE A FELIPE SEM FREIO.

Ainda no convento conheci uma garota que me virou a cabeça e me levou às últimas conseqüências do “pecado”. Grávida de um filho meu, reuni os frades e comuniquei o fato seguido de meu pedido de desligamento da Ordem, no que fui, é claro, prontamente atendido. A garota (minha esposa) estava grávida de meu primeiro dos dois filhos, Pablo Arthur Carvalho Santolia (14 anos de idade). Quatro anos depois nasceu Antonio Neto, hoje com 10 anos. Foi neste período que comecei minha incursão pelo promíscuo e frígido mundo da comunicação piauiense.


Iniciei minha carreira como repórter e apresentador da Rádio Alvorada FM (Floriano), depois trabalhei como repórter, redator e editor-chefe do Jornal A Voz de Floriano, lançando em seguida o meu primeiro jornal impresso, O Gurguéia, também naquela cidade. Enganado pela minha sócia, que me levou até as calças, parti para Altos.
Em Altos trabalhei alguns meses organizando a programação artística da Rádio São José dos Altos, de propriedade de Elvira Raulino (uma colunista bajuladora da elite e que vive de pequenas extorsões). De lá parti para Barras, onde fui nomeado Secretário de Cultura, Turismo, Desportos e Lazer do então prefeito Cabelouro. Conheci por dentro a engrenagem da corrupção presente nas prefeituras piauienses. Impressionante a falta de responsabilidade com a coisa pública e com o povo. No Piauí administra-se milhões através dos famosos cheques-bilhetinhos.

Mudei-me para Teresina onde fui contratado por Tony Trindade para integrar a equipe de repórteres da TV Antena 10. Durante 2 anos viajei o Piauí inteiro produzindo documentários em todos os municípios piauienses, vários deles exibidos em Rede Nacional no Jornal da Record, que tinha como âncora o grande jornalista Boris Casoy. Dado ao meu empenho, não acabei promovido ao posto de Diretor de Expansão. Em menos de um ano ampliei o número de municípios que recebiam o sinal da emissora de 16 para 86 cidades. Não demorou muito para que a concorrência me focasse.



Foi neste momento que entrou na minha vida o empresário Paulo Delfino da Fonseca Guimarães, o poderoso do Piauí à época. Fez-me uma proposta, por intermédio do empresário Sílvio Leite (superintendente do grupo naquele tempo) irrecusável. Um Vectra do ano e salário de 5 mil reais. Era muito dinheiro. Não possuía carro e ganhava 700 reais pela Antena 10. Não pensei duas vezes. Mudei de emissora.
Passei um ano no Meio Norte, na televisão. Conheci muita gente, entendi um pouco mais da filosofia da empresa (pagou falamos bem, não tem dinheiro sentenciamos culpado, não tem crime inventamos um) e acabei pedindo demissão, pois começava a me sentir também um prostituto da mídia.
Como já estava há 5 anos sem tirar férias resolvi passar uma temporada de alguns dias na cidade de Esperantina, onde em 1996 havia residido por 80 dias e comandado a campanha que elegeu Francisco das Chagas Rebelo (o “Chagô”) prefeito daquele município.
Hospedado na Pensão do Valmor, um grande amigo, tinha em minha conta corrente cerca de 70 mil reais (hoje o equivalente a 200 mil reais) oriundos de economias e da rescisão contratual com o Grupo Meio Norte. Comecei a me envolver com o drama das pessoas que moravam próximas a pensão. Pobres, idosos esquecidos pela família, prostitutas, alcoólatras, mendigos, desempregados, homens e mulheres escravizados em fazendas de coronéis, vítimas das mais diversas injustiças e toda sorte de gente que integra o Piauí África, o dia-a-dia desta terra sem leis, onde os valores andam na contra-mão da moralidade.
Foi naqueles dias que meu espírito franciscano fluiu com maior intensidade, foi quando a vida me deu a grande oportunidade de exercitar tudo que aprendi na convivência com meus pais e na inestimável passagem pelo convento. Amar aos pequenos, colocar-se diante dos grandes em defesa dos menores, sorrir onde a vida insistia em sua face mais dura, ser instrumento de justiça onde a causa parecia perdida, e perdoar.

DOANDO ATÉ O ÚLTIMO CENTAVO.
A casa de palha pegava fogo, reconstruía. Aos doentes, remédios. Aos famintos, alimentos. O filho fracassou em Estado distante? Está garantido seu resgate para junto da família. Atrasou o sindicato e com isso tolheram-lhe os direitos? Deixe que eu pago. Sífilis, frete para buscar a produção na roça, exame em clínica particular, viagem para Piripiri para resgatar o seguro desemprego, advogado para uma causa trabalhista, dentadura para melhorar a alto estima? Problema resolvido.
E desta forma fui dando esperança a muita gente, reconstruindo vidas, reanimando corações que só batiam, mas em um corpo de sentimentos mortos. O que toda aquela gente não sabia é que, mais que agraciá-las com a solução de seus problemas, estava eu libertando-me de meus próprios fantasmas, me redimindo de muita sujeira que havia praticado enquanto repórter, construindo ao meu redor um Piauí que sabia ser possível existir, exercitando o dom maior – amar ao próximo sem limites, sem imposição de condições. Nada exigia de ninguém, nem sequer o nome de quem beneficiava. Bastava-me o sorriso, mesmo sem dentes, daquele cuja aflição desaparecia diante do exercício maior do Amor.
Não demorou muito para que minha fama percorresse a cidade, depois ganhasse os povoados rurais e, por fim, as cidades circunvizinhas. Entretanto, na mesma velocidade da fama vi evaporar minhas economias e não demorou muito para que fosse chamado à minha agência bancária e, educadamente, ser notificado de minha execução por abuso de crédito e longa relação de cheques sem provisão de fundos. Estava pobre de novo, mas feliz e realizado !


GUERRA AOS CORONÉIS. LIBERDADE AO POVO.
Conheci François Junior, um sobrinho do ex-prefeito José Ivaldo Franco e proprietário de um posto de lavagem na cidade. Típico playboy interiorano, sem dinheiro mas vivendo do status que o sobrenome da família lhe conferia. Grandalhão (e respeitado por isso), tinha idéias de jerico, pouco estudo e muita foba. Ainda assim se mostrava um bom amigo. Como ele tinha algum dinheiro e eu nenhum, resolvi propor-lhe um negócio. Seríamos sócios em um jornal impresso.
Ele entraria com a estrutura de trabalho (gravador, sua motocicleta, combustível e, é claro, fazer minha segurança toda vez que uma edição fosse lançada). Sabendo de seu amor ao dinheiro também propus que ele ficasse responsável pelo departamento comercial e com a administração do dinheiro. Quanto a mim, cabia-me a missão de correr atrás de informações, redigir matérias, fotografar os fatos, diagramar o jornal, correr atrás de sua impressão em Teresina e, por último, vender os exemplares de porta em porta. Fechamos a parceria e, naquele momento, Esperantina acompanhava o nascimento do Jornal O Regional que, algumas edições depois, seria rebatizado para Jornal A Chibata.
Seu lançamento foi um sucesso na cidade, uma luz de esperança para o povo e um pesadelo na vida dos coronéis locais. Logo na primeira edição bateu recorde de vendas. Tanto que, em meu arquivo pessoal, tenho todas as edições publicadas, exceto o número 1.
Se alguém souber quem tenha, favor me avisar, ficaria muito grato e feliz !
No próximo capítulo de Lobos em Peles de Cordeiro você irá conhecer a história do meu primeiro programa de rádio em Esperantina (Chibata Show), a ira dos coronéis locais contra mim, as humilhações em público, as tocaias, as tentativas de assassinato, a rádio-carroça que arrastei pelas ruas da cidade, o Bingo da Jumenta, a criação da Chibata FM, minhas prisões, os processos que respondi na Justiça pelo crime de combater a corrupção, a sessão de tortura pela qual passei (rotulada pela imprensa de “Crucificação”) e, por fim, minha conturbada eleição para prefeito da cidade em 2004.
Até lá !

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LOBOS EM PELES DE CORDEIRO 1

>> 16 de nov. de 2008

A partir de hoje vou dar início a uma série de 10 postagens (uma espécie de blognovela em capítulos) onde, o internauta terá a oportunidade de conhecer o processo de legalização do crime no Estado do Piauí – terra onde a Lei é o Dinheiro e o resto, bem... O resto é RESTO.

Portanto, CLAQUETE, AÇÃO !

O Planeta Santolia apresenta:
LOBOS EM PELES DE CORDEIRO !




Tudo foi muito bem planejado. A decisão de Chico Antonio, há um ano, em ocupar a qualquer preço a Prefeitura de Esperantina, com o devido patrocínio do Palácio de Karnak, fez com que se deslanchasse um processo implacável de criminalidade, corrupção, violência, conspiração e formação de quadrilha dentro e fora de Esperantina.


Sei que nada foi pessoal contra mim. O Chico e o Governo queriam a Prefeitura e, por força do destino, eu era (e ainda sou) o prefeito da cidade. Tudo isso que está acontecendo comigo teria acontecendo com qualquer um que estivesse em meu lugar. Olavo Rebêlo, José Ivaldo, Dr. Themístocles, Leônidas, qualquer um. Afinal, o alvo a ser bombardeado pela quadrilha do Karnak era o Prefeito de Esperantina e não o Felipe Santolia.

QUEM É CHICO ANTONIO?

Francisco Antonio de Sousa nasceu em Esperantina no seio de uma família muito pobre. Passou grandes privações em sua infância e, ainda muito jovem, ganhou o mundo em busca de oportunidades melhores.

Estudou em Teresina, virou militante político do Partido dos Trabalhadores, tornou-se amigo de Wellington Dias quando este ainda era dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e presidente do Sindicato dos Bancários do Estado. Daí em diante, Chico Antonio passou a carregar a pasta de W. Dias por toda a sua trajetória política. Trabalhou com ele quando foi vereador de Teresina, depois deputado estadual, deputado federal e, por último, governador do Piauí.

Durante esses 20 anos em que trabalha com Wellington Dias (de 1985 à 2008) Chico Antonio ocupou os maiores e mais bem remunerados postos de trabalho dentro do PT, depois da Câmara de Vereadores da Capital, passando para a Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e, por fim, nomeado secretário do Governo do Estado.

Neste período acumulou bens, riquezas e muito dinheiro. Amigo de lobbistas, de construtores, de empresários e de jornalistas, de muitos jornalistas (a quem se dedicou a fazer gracejos e favores usando de seu prestígio junto a Secretaria de Comunicação do Estado e seu farto orçamento).

Farrista por vocação, contabiliza grandes prejuízos (segundo o próprio Gil Sobreira) ao erário público estadual. Só na cidade de Cabeceiras do Piauí (onde não raras vezes passa o final de semana com amigos e ´amigas´ em festas que se adentram pela madrugada, capotou duas L200 alugadas pelo Karnak.

Proprietário de uma construtora (que tem como laranja seu cunhado Valdinar residente em Esperantina) o Chico tem engrossado seu patrimônio com as muitas obras que garimpa no Governo. Homem inteligente e empresário perspicaz, está agora ampliando seus negócios para a área de transporte escolar. Acaba de fechar, em parceria com um dos seus sócios no mandato de prefeito de Esperantina, a compra de 8 ônibus que servirão ao transporte escolar de nosso município.

VERGONHA DA MÃE E DESPREZO À FAMÍLIA

Nestes 20 anos de trajetória de caronista na boléia de W. Dias, Chico Antonio esteve tão "ocupado" que as poucas vezes que andou em Esperantina, sempre acompanhando o hoje governador, Chico Antonio (por razões que desconhecemos mas que a Psicologia talvez explique) sempre evitou o contato com a mãe e com os irmãos.

Esperantina inteira é testemunha. Chico Antonio, durante todos estes anos, assistiu friamente, a uma distância de 174 km (Teresina a Esperantina), sua mãe e irmãos passarem fome, desconforto e privações diversas.

O casebre onde a mãe mora só veio receber alguns poucos reparos agora, durante a campanha eleitoral. E isso por indicação dos marqueteiros. Mas a família continua paupérrima.

Um de seus irmãos vive da cata em nossos lixos domésticos de garrafas as quais vende por 15 centavos cada uma. É dessa forma, revirando lixo, que ele sustenta a si, sua esposa e três filhos (sobrinhos legítimos do poderoso Chico do Karnak).

Seu pai atualmente vive em Chapadinha, município maranhense. De um casebre de taipa apenas respira, esperando pela morte por inanição. Velho, nunca pode contar com o benefício da aposentadoria, pois seus documentos foram adulterados e ele dado por morto. A história é absurda, entretanto verdadeira. A esposa, peseu "viúva", segundo consta, recebe uma pensão pelo "falecimento" do morto vivo.



O rico amiguinho de Wellington, depois de 20 anos de implacável abandono de sua mãe e irmãos, começou a reaparecer, timidamente, em setembro do ano passado (2007), faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais. Foi exatamente em setembro de 2007 que Chico transferiu para Esperantina seu título eleitoral.
Começou então a frequentar a cidade sempre aos finais de semana. Hospedava-se na Pousada do Jorge Elias (a humilde casa da mãe não era ´digna´ de tão poderoso e importante assessor palaciano) e, aos poucos, foi comprando uns, catalogando e arregimentando meus desafetos, cooptando (com contra-cheques do Estado e estes passam dos 300 distribuidos) lideranças políticas e montando toda a impressionante e milionária malha criminosa para consolidar seu objetivo: COMPRAR O MANDATO DE PREFEITO A QUALQUER CUSTO.


Você pode até pensar que Felipe Santolia está falando tudo isso porque ficou, dentre os cinco candidatos que disputaram as eleições em Esperantina, em segundo lugar.
Absolutamente. A partir de hoje você verá aqui, neste blognovela, fotos, áudios, vídeos, documentos, depoimentos e todo um universo de provas incontestes que compôem a impressionante e escandalosa engrenagem de corrupção operacionalizada por Chico Antonio e seus sócios no mandato: Jesus, Assis e Antonio Neto.



Muito antes da campanha começar o esquema de corrupção já era por demais flagrante e de domínio público. O próprio Secretário de Segurança do Estado, Robert Rios, e o presidente da Assembléia Legislativa, Themístocles Filho, denunciaram à época a mar de lama instituído por setores do Karnak em nossa cidade. Uma prefeitura paralela foi instalada a fim de impressionar os munícipes e influenciar, por força, na vontade popular.
O Chefe da Segurança Pública no Estado e ex-Superintendente da Polícia Federal do Piauí bradou alto e em bom som para toda a opinião pública piauiense e autoridades constituidas: a candidatura de Chico Antonio É CASO DE POLÍCIA !



''Candidatura de Chico Antônio é caso de polícia'', afirma Robert Rios Magalhães


“A candidatura do Chico Antônio é caso de polícia”. Foi com esta declaração que o secretário Robert Rios Magalhães, autoridade maior da Polícia Civil no Estado, classificou a pré-candidatura do secretário de Relações Institucionais do Governo Wellington Dias, afastado em função da legislação eleitoral. O secretário fez eco à denúncia de uso da máquina feita pelo presidente da Assembléia, deputado Themístocles Filho, para beneficiar a candidatura do petista em Esperantina. Segundo Robert Rios, o pré-candidato Chico Antônio estabeleceu uma verdadeira “Prefeitura Paralela” no município de Esperantina e que tal situação já se configura como abuso do poder econômico antes mesmo da campanha começar. “Ele costuma dizer nas rádios que não quer ir onde não tem obra. Não vai pedir votos onde não tem realização. Até hoje não sei para o que ele foi eleito no município para fazer tanta coisa. O que ele fez foi mais estripulia. Esperantina tem o Felipe Santolia e o Chico Estripulia”, sentenciou, duramente, Robert Rios. O secretário de segurança disse que também vai reagir, assim como o deputado Themístocles Filho, porque acredita que Chico Antônio, agindo desta forma, desqualifica o Governo e o PT. “A candidatura do Chico Antônio é caso de polícia. Ele não está na frente das pesquisas como disse. Ele está à frente é de uma máquina, uma máquina de guerra, infernal, juntamente com um tal de Chico dos Poços”, denunciou.

(Link original: http://www.meionorte.com/noticias,--Candidatura-de-Chico-Antonio-e-caso-de-policia----afirma-Robert-Rios-Magalhaes,50095.html ).

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Olá! Sou estudante de Direito do Primeiro Período / Turma P. Meu nome é Felipe Santolia e tomei a iniciativa de inaugurar este espaço, uma sala de aula virtual, onde TODOS podem e devem publicar artigos, editoriais, vídeos, sugestões de leituras, dar publicidade à eventos e toda sorte de informações pertinentes ao nosso Curso e aos temas propostos pelos Mestres. O conteúdo a ser publicado deverá ser enviado para o e-mail do blog

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