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A CURICA DO CHICO

>> 5 de jun. de 2009


Todo prefeito, bom ou ruim, atrai sempre ao entorno de si uma série de pessoas com os mais variados tipos de distúrbio de personalidade.

Há o grupo dos oportunistas que sorriem generosamente para o gestor, sempre presente na hora certa, com palavras doces e com soluções aparentemente perfeitas para tudo. Trabalham diuturnamente com o objetivo de tornarem-se íntimos, eficientes e, desta forma, obterem a conquista da confiança do gestor. São, a meu ver, os mais numerosos dentre os problemáticos e inconfiáveis com quem se convive quando no poder. Diante de tanta presteza, concluímos que são amigos leais e pessoas comprometidas com seu plano de governo e ideais para com a cidade.

Ledo engano. Quando você se afasta do cargo, são os primeiros a te abandonar e dar-lhe as costas. Sugam-lhe tudo o que podem e, quando não podem mais, saem em caçada a outras presas.

Há os psicopatas, em menor número, mas presentes em todos os governos. Segundo a ciência são pessoas para as quais não há cura. São perigosos pois nascem com a parte do cérebro destinada às emoções desativada. São pura razão. Sabem distinguir o certo do errado, mas isso pouco lhes interessa. Focam um objetivo e usam de todos os artefatos possíveis para alcançarem êxito naquilo que lhe dá prazer. Você passa a ser apenas um objeto, algo necessário para que ele chegue à conquista do que planejou. São frios, inteligentes e altamente perigosos. Mentem com eloqüência e são bajuladores ao extremo. Convivi com alguns poucos em meu governo, mas que tiveram a força devastadora de exércitos inteiros. Chegam a manipular a justiça e a imprensa, protagonizam situações extremamente perigosas, mas o fazem como se tudo fosse muito normal. Geralmente logram êxito. Destroem sua vida, prejudicam uma sociedade inteira e depois comemoram. Estes são os mais perigosos dentro dos governos.

E há ainda, dentre os tipos de personalidade humana que julgo os mais venais, o “tipo traira”. Esses são terríveis. Na sua frente é uma coisa, mas quando estão por nossas costas tiram as mascaram e revelam um comportamento doentio e altamente maligno.

Você deve estar se perguntando: mas por que o Santolia resolveu abordar este assunto?

É que dando um giro hoje pelos blogs, portais e sites do Piauí, me deparei com um traíra de Esperantina e resolvi refletir à respeito.

Estava lendo no Portal GP1 uma matéria (“Moradores pagam pela demagogia do Governo do Estado”) tratando da tragédia da Barragem Algodões, quando notei que haviam 3 comentário. Pensei: vou lê-los.

Para minha surpresa, quando abro os comentários o primeiro é justamente de um esperantinense – José Luis Rodrigues.

Diz o comentário enviado em 28 de maio de 2009:

“Joãocarvalho em Esperantina a situação administrativa ñ e diferente acesse meu blog www.jornalesp.com na pagina 3 e veja materia triste realidade familias expulsas de escolas são obrigados a morar em meio a lama e fedentina.pois essas familias que o prefeito expulsou dos abrigos obrigando os a voltar p/ suas moradias no estado em que se encontra novamente estão alagadas pois o nivel das aguas subiu muito e voltou a tomar suas casas.por favor olhe a materia e faça reportagem publiq no blog”.

Até ai tudo bem. Todos em Esperantina sabem que o novo prefeito é uma fraude, quem tem perseguido todo mundo, que chegou a implantar produtos vencidos no meio da merenda escolar para me incriminar, que a cidade está um lixo, toda abandonada e etc.

Mas o que me chamou a atenção é o autor do comentário.

José Luis Rodrigues. Professor efetivo do município. Recebe sem trabalhar como se estivesse em sala de aula. Ganhou um computador do atual prefeito para bajular o governo em seu portal e maquiar a verdade. Tem, dentre outras missões para as quais é pago pelo prefeito, ficar inventando histórias a meu respeito e outras atividades não menos criminosas e desabonadoras.

Sem poder falar a verdade sobre os fatos que estão acontecendo na cidade, e que justificam a revolta geral no município, até ele, José Rodrigues, conhecido por suas falcatruas, pequenos roubos e usuário compulsivo de drogas (toda a cidade é testemunha) está se sentindo asfixiado com toda a bandidagem que se instalou na Prefeitura do Município.

Sem poder falar nada, pois perderia as grandes mordomias que está tendo com o dinheiro público, denúncia o caos promovido pelo PT de Esperantina na surdina, aos portais e mídia da capital.

Eu, que fui um prefeito respeitador e que protagonizei um tempo de transparência e de obras fantásticas, convivi com este tipo de comportamento, imagine o atual, com toda a sua corrupção e tirania implacáveis?

Pobre Chico. Pela primeira vez sinto pena do corruptozinho.



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LUCILE MOURA – UMA CRIMINOSA APADRINHADA PELO GOVERNADOR

>> 29 de mai. de 2009

Lucile Moura - chamada pelo
governador de Secretária
das Causas Impossíveis



Mesmo sabendo que as obras da EMGERPI são todas realizadas estuprando todos os procedimentos técnicos e legais, que o superfaturamento é uma conduta comum na gestão de Lucile Moura e que, para abastecer o caixa dois, obras e serviços são porcamente executados, o senhor governador Wellington Dias continuou enchendo a caneta da presidente e a chamando de “secretária das causas impossíveis”.

A EMGERPI não é só responsável pela tragédia da Barragem Algodões como também por outras grandes tragédias espalhadas Piauí a fora. Vide o caso de Esperantina quando, ao fazer pouco caso da Justiça Eleitoral e de seus magistrados e promotores no Estado, espalhou pelo município, notadamente entre os meses de julho e setembro do ano passado (período eleitoral) um mundo de obras e serviços com o único propósito de eleger a prefeito o chefe de gabinete de W. Dias – Francisco Antonio de Sousa Filho.

O resultado todo mundo conhece. Sem o menor compromisso com a cidade e tido por seus próprios ex-colegas palacianos como um homem frio, de personalidade perturbada e sempre brigando muito para tomar a frente das compras ligadas ao gabinete do governador, cujos fornecedores e prestadores de serviços eram obrigados a ceder parte de seus lucros para ele, acabou eleito prefeito de Esperantina, por obra e graça de Lucile e sua lavanderia de dinheiro público batizada de EMGERPI.

Esperantina estava em franco desenvolvimento, com a construção de 1.500 casas em estágio bastante adiantado, rua climatizada futurista em fase de acabamento, uma universidade municipal que já era modelo aos olhos de nossos parceiros a exemplo da UFPI, UFSC e UFRN, calçamentos iniciados com recursos do FINIS para 13 bairros urbanos e um avanço histórico na área da Educação, dentre outros projetos e programas não menos importantes.

O dinheiro desviado pelo PT promoveu uma mudança de curso na história da cidade, maquiavelicamente promovida pela corrupção eleitoral patrocinada pelo Governo do Estado, com maior participação da EMGERPI, onde não faltaram inclusive TED´s (Transferências Eletrônicas Diretas) de valores elevados das contas da empresa do Estado para contas de pessoas físicas de parentes do atual prefeito Francisco Antonio (PT).

Hoje, as casas, rua climatizada, universidade, calçamentos, estradas, tudo o que deixei está destruído e abandonado. Parte dos recursos desapareceram, outra parte está retornando para os cofres da União em resposta às perdas de prazo e falta de equipe técnica à altura dos densos e complexos projetos que minha gestão aprovou junto aos órgãos nacionais.

Por se tratar de um capricho do próprio governador, o mesmo que tem a imprensa do Piauí dentro do bolso, as redações se calaram e os editores proíbem quaisquer linhas redigidas e que revelem a verdade do massacre em Esperantina.

Quanto a mim? Continuo aqui, correndo atrás, muitas vezes pego meu carro e atravesso quilômetros atrás de mais um documento, de um depoimento importante, de algo que some ao já vasto dossiê que possuo, na esperança de tentar cessar a dor que arde hoje na alma de todos os esperantinenses, que assistem aflitos à destruição da cidade, à volta dos tempos de repressão, da total falta de transparência no trato com a coisa pública e do sucateamento daquilo que os ensinei ser o maior bem de todos: a Educação Pública de Esperantina.

Basta uma volta pela cidade para perceber que tudo o que escrevo aqui ainda é muito menor do que a tregédia que, a exemplo da Barragem Algodões, se abateu sobre a cidade de Esperantina e seu povo, levando mais que vidas, mas o sonho e a tranqüilidade de uma cidade inteira. Afinal, de que vale viver se nos roubam os sonhos e nos saqueiam a paz...

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BARRAGEM ALGODÕES

>> 28 de mai. de 2009

Francisca Maria Pereira, 12 anos,
a primeira vítima fatal da
corrupção promovida pela EMGERPI



Estou a mais de mês batendo na mesma tecla: CORRUPÇÃO NA ENGERPI, CORRUPÇÃO DA EMGERPI, CORRUPÇÃO NA EMGERPI.

A tragédia sem precedentes ocasionada pelo rompimento da Barragem Algodões, em Cocal do Piauí, não tem como causa de ser eventos da Natureza. Não. Este caso é diferente. O responsável tem nome e sobrenome: Wellington Dias.

Avisado por mim sobre o alto grau de corrupção praticado em todos os níveis de gestão da EMGERPI, o senhor governador nada fez. Pelo contrário, mais uma vez mostrou que, direta ou indiretamente, é complascente com toda a sujeira que ocorre envolvendo Lucile Moura e suas ações criminosas, que vão desde a lavagem de dinheiro, recebimento de propinas, pagamento por obras inexistentes, até a construção de outras, à exemplo da Barragem Algodões, onde o favorecimento da Construtora Getel Ltda (sempre presente na ciranda viciada de licitações do governo estadual) e o superfaturamento do projeto acabam por destruir a vida de milhares de pessoas, arrasando patrimônios e levando, como no caso em epígrafe, alguns ao óbito.

Tenho publicado aqui vários documentos que comprovam o que digo, além de enviar insistentemente para toda a imprensa do estado as cópias que expõe esta célula cancerígena no mais importante corpo institucional piauiense: o Governo do Estado.

Entretanto, tevês, jornais e portais fazem vistas grossas e não me cedem espaço por uma razão simples e pública: suas redações foram todas compradas pelo Estado.

E agora? Muito provavelmente se a imprensa piauiense tivesse me dado crédito e se colocado ao lado do próprio governo, pois ajudá-lo a combater a corrupção interna é fortalecê-lo, isso tudo não estaria ocorrendo.

Tem um mês que minhas fontes internas da EMGERPI me contam sobre as muitas idas de Lucile Moura até Cocal. Dizem que ela anda muito nervosa, desde quando a Barragem deu seu primeiro sinal de que a construção da obra havia sido mal feita e que ela não suportaria um acréscimo de volume de água.

Funcionários ligados à presidente da EMGERPI me contam que ela estava sendo altamente pressionada pelo governador e que em resposta a isso, para se segurar no cargo, estava posicionando Wellington Dias com informações contrárias a real situação da barragem.

Conclusão: induzido ao erro o governador declarou publicamente que Algodões estava segura, não ofereceria riscos à região e que as famílias poderiram retornar tranquilas para suas casas.

E agora? Acreditam em mim?

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LINKS PARA OUTRAS REPORTAGENS SOBRE AS VERDADEIRAS RAZÕES DESTA TRAGÉDIA:


01 - PRESIDENTE DA EMGERPI MENTE PARA O GOVERNADOR E PEDE PAGAMENTO POR OBRA FANTASMA


02 - PRESIDENTE DA EMGERPI FAZ FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO E DISTRIBUI BILHETES AÉREOS PARA "AMIGUINHOS"


03 - PRESIDENTE DA EMGERPI DEMITE TODO O FINANCEIRO POR VASAMENTO DE INFORMAÇÕES DAS ILEGALIDADES PRATICADAS


04 - EMGERPI - A LAVANDERIA OFICIAL DO GOVERNO DO ESTADO


Você é jornalista e está cobrindo a tragédia de Algodões?

Pois entre em contato comigo e terei o prazer e o dever de repassar o dossiê completo sobre a verdadeira causa deste imperdoável evento HUMANO, e não natural.



Felipe Santolia
(86) 3231.1788
fsantolia@hotmail.com
felipesantolia25@gmail.com

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MANCHETE PRINCIPAL DO DIÁRIO DO POVO DE HOJE

>> 15 de mai. de 2009


O Jornal Diário do Povo desta sexta-feira (16 de maio de 2009) trouxe em sua manchete principal de capa o escandaloso esquema de desperdício do dinheiro público com passagens aéreas no Governo do Estado do Piauí.

A reportagem, de autoria do editor-chefe, jornalista Zózimo Tavares, faz menção a este blog e cobra do governador uma explicação para a farra promíscua e absolutamente criminosa.

A EMGERPI, como sempre, liderando o esquemão de corrupção do governo.

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A FARRA DE PASSAGENS AÉREAS NO GOVERNO DO ESTADO

>> 12 de mai. de 2009

A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS NA EMGERPI


Em uma das muitas reuniões de trabalho com técnicos e profissionais do Direito contratados especificamente para analisar os mais de 2 mil documentos que recebi oriundos da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (ENGERPI), um ofício nos chamou a atenção.

Atualmente, o escândalo mais famoso e de maior potencialidade midiática a ocupar os espaços na imprensa nacional é o da distribuição graciosa e criminosa de bilhetes aéreos dentro das cotas dos deputados federais e senadores da república.

Entretanto, esta farra com o dinheiro do contribuinte não se restringe apenas ao Congresso Nacional, pelo menos no que se refere ao Governo do Estado do Piauí.

Só no mês de março deste ano, o Estado consumiu em passagens aéreas a estrondosa soma de 405.494,73 reais, quase meio milhão de reais em um Estado onde falta cestas básicas para o flagelados das enchentes. Este valor, por si só, é mais que suficiente para alimentar todas as famílias alagadas do Piauí por mais de um mês.


REGINA SOUSA FOI QUEM DENUNCIOU AO GOVERNADOR


Muito contingente com as questões ligadas ao Estado, a secretária de Administração Regina Sousa, ao ter acesso as valores gastos com passagens aéreas no mês de março deste ano, órgão por órgão, ficou tão preocupada (para não dizer escandalizada) que fez um relatório minucioso das informações que lhes foi repassada por Francisco S. Castelo Branco M. Correia – gerente do Setor de Passagens Aéreas do Governo do Estado. O relatório foi encaminhado pela secretária junto com um ofício ao Secretário de Governo, Kléber Eulálio, pedindo a ele que despachasse o assunto diretamente com o governador, dado a gravidade da situação.

Segundo fontes que trabalham diretamente com Regina Sousa, a secretária teria dito em seu gabinete que se a imprensa nacional viesse a tomar conhecimento deste relatório o governador poderia dar adeus ao seu sonho de ir para o Senado da República.


OS GASTOS COM PASSAGENS POR ÓRGÃOS


Segue abaixo a tabela com os valores gastos com bilhetes aéreos por cada órgão e secretaria do Governo do Estado. O mais interessante, talvez para o público comum mas não para mim, é que a EMGERPI (órgão destinado a ser a lavanderia oficial de todos os milhões de reais desviados para fins criminosos neste Governo) é exatamente a recordista na distribuição dos bilhetes. Dos 37 órgãos que utilizaram passagens aéreas no mês de março, a empresa da Dra. Lucile Moura (ex-amiga de Regina) foi responsável por mais de 30% dos valores pagos às agências de turismo, ou seja, gastou exatos R$ 70.176,29.

Confira a tabela enviada pela Secretária Regina Sousa ao governador.



ÓRGÃO VALOR (MARÇO/09)

Emgerpi 70.176.33
SESAPI 62.785.33
SEDUC 25.429.32
SASC 22.306.52
UESPI 18.944.36
SETRANS 16.318.02
SEC GOV 15.745.11
SEFAZ 14.295.60
SEPLAN 13.614.90
SETUR 13.050.01
DETRAN 12.727.21
SETRE 10.944.34
ADH 9.866.99
CDHJ 8.826.57
CMTP 8.021.19
IMEPI 7.552.97
SEDET 6.785.17
FUNDESPI 6.007.88
SURPI 5.556.56
HEMOPI 5.463.35
IDEPI 4.873.79
DEFESA CIVIL 4.745.53
CCSA 4.619.34
EMATER 4.314.06
JUNTA 4.076.76
SEINFRA 4.017.53
CONTROLADORIA 4.000.60
ATI 3.430.50
RÁDIO E RV 2.178.74
SEAD 2.132.02
CRIPI 2.064.04
FOME ZERO 1.926.86
ADAPI 1.894.04
IAPEP 1.876.98
FAPEPI 1.649.68
DEFENSORIA 1.243.87
FUNDAC 1.193.41
SDR 1.139.29

TOTAL 405.494.73


Abaixo, você confere a digitalização da tabela oficial enviada a Wellington Dias por sua secretária de Administração.


LUCILA MOURA PRESENTEIA FRANK AGUIAR COM MAIS DE 23 MIL REAIS EM BILHETES AÉREOS


Os crimes cometidos pela presidente da EMGERPI parecem desconhecer limites. Além de ser a recordista em cheques sem fundos (chega a voltar uma média de 20 cheques por dia da EMGERPI) e de ter autorizado milhões em obras durante as eleições de 2008 para manipular o resultado das eleições onde o Governo do Estado patrocinava candidatos majoritários, a poderosa general do crime organizado do Governo do Estado rasga dinheiro público a perder de vista.

Somente no mês de março Lucila Moura autorizou pela EMGERPI exatos e impressionantes 70.176.29 em bilhetes aéreos. A parte mais sórdida de toda esta corrupção aérea que virou farra de amigos e amigas pessoais da presidente do órgão é que do valor total apenas R$10.991.71 foram gastos efetivamente com viagens oficiais e à serviço do Governo do Estado. O pequena fortuna restante, R$59.184.58 foram pagos como “presentinhos” à terceiros.

Em um único dia (20/03/09), por exemplo, Lucila Moura autorizou com o dinheiro público o pagamento de 12 passagens aéreas para os trechos SP/THE e THE/SP, pela companhia TAM, comprados junto a empresa Miracéu Turismo, para um grupo de produtores e roteiristas que vieram ao Piauí para gravar cenas do filme que conta a história do forrozeiro Frank Aguiar.

Para quem não sabe, Frank Aguiar é vice-prefeito de uma das cidades mais ricas do Brasil – São Bernardo dos Campos, enquanto o Piauí é um dos estados mais pobres do Brasil.
O documento abaixo digitalizado foi produzido também pela secretária de Administração Regina Sousa e enviado por ela ao governador Wellington Dias.



O OFÍCIO DA REGINA E O DESPACHO DO GOVERNADOR


No ofício enviado por Regina Sousa ao governador, por intermédio do Secretário de Governo Kleber Eulália, a secretária de Administração deixa bastante claro a escandalosa situação da farra aérea promovida sobretudo pela EMGERPI, quando diz que “em tempos de crise me parece exagerado o gasto com passagens (...) E ainda há aquelas que não passam no nosso controle”.

O fício foi recebido por Kléber Eulálio no dia 22 de abril deste ano. Ao ver a gravidade dos atos cometidos contra o erário público e a dimensão que estas informações poderiam tomar na mídia nacional, Kléber procurou o governador no mesmo dia e despachou seu conteúdo.

Wellington Dias, de quem se esperava pelo discurso que apregoa a ordenação de uma abertura imediata de uma investigação administrativa, simplesmente passou a mão na cabeça de seus assessores farristas (com ênfase para Lucila Moura da EMGERPI e Assis Carvalho da SESAPI) e emitiu um ordem, escrita de próprio punho, aos dois comandados. Nela Wellington diz claramente que a concessão de passagens aéreas para quem não é servidor ou comissionado somente com a sua autorização expressa.


Diz o despacho no ofício escrito pelo próprio governador:


“Para EMGERPI: passagens para quem não é servidor somente liberar com minha autorização. Para SESAPI – reduzir número de participantes dos eventos. 22/04/09. Wellington Dias”.



Achou impressionante a farra que o Governo do Estado faz com o dinheiro público?
Pois isso não é nada perto do que acontece dentro da EMGERPI e de outras secretarias estaduais.

Os mais de 2 mil documentos oficiais que me foram entregues mostram um Piauí onde Idelbrando Pascoal, anões do Orçamento, mensalão e dinheiro na cueca são historinhas infantis perto do Crime Organizado implantado pelo Governo Estadual.

Aguardem por novidades.


Que Deus abençoe e tenha piedade do Piauí!

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ESTOU DE VOLTA!!!

>> 10 de mai. de 2009


O GRANDE DILÚVIO – PARTE 1

A enchente do ano passado, a qual em regime local denominamos de “O DILÚVIO”, foi a maior catástrofe que Esperantina viveu desde os idos do século passado. Enchente, desabrigados, casas com apenas os telhados para fora d´água eram para nós, até então, uma imagem surreal, algo possível apenas nos canais de televisão, uma realidade distante da nossa e impossível de acontecer. O Rio Longá, com suas águas calmas e serenas, tragar a cidade em um momento de fúria? Improvável, inimaginável.

E assim como em um pesadelo, quando coisas estranhas e absolutamente fora da realidade tomam corpo e ganham vida e movimentos, fomos acordados no meio da noite com as “tranqüilas e inofensivas” águas do Rio Longá invadindo com uma fúria indetível nossas casas, estabelecimentos comerciais e prédios públicos. Assim como um tsunami que destrói tudo o que vai encontrando pela frente, o rio mudou seu curso para dentro da cidade e promovendo toda sorte de miséria e violência que uma enchente pode prover.

Foram nove dias que se arrastaram com o peso de séculos... O rio subiu 9,82 metros acima do seu nível normal, levando suas águas para além de seus arredores à centenas de metros. Além dos bairros ribeirinhos ( Batista de Amorim, Matadouro, Pedreira e Nova Esperança) as águas avançaram impiedosamente sobre boa parte do centro da cidade causando, além dos usuais prejuízos às áreas residenciais, um transtorno à economia da cidade quando da invasão e destruição de lojas e comércios locais.

Politicamente, a tragédia não poderia ter acontecido em momento pior na minha vida pública. A enchente, vivida na primeira quinzena do mês de abril do ano passado, manifestou-se a cerca de menos de três meses do início do processo eleitoral, o qual, até aquela altura, estava eu disposto terminantemente a não participar como candidato à reeleição. Estava profundamente desestimulado em função da violência generalizada de grupos adversários contra minha pessoa e as muitas ações empreendedoras de meu governo.

A Câmara Municipal, naquele momento, atingia seu grau mais elevado de dissimulação, corrupção e extorsão contra o Executivo. Envolvidos em uma trama criminosa com o vice-prefeito e devidamente patrocinados pelo então secretário de Estado – Francisco Antonio (pré-candidato à prefeito de Esperantina) os vereadores, em quase sua totalidade, batiam quase que diariamente à porta do meu gabinete com propostas indecorosas, promíscuas e que envolviam valores exorbitantes, sempre tentando me acuar com ameaças de afastamento do meu cargo e posterior cassação.


O grupo, sempre liderado pelo presidente da casa, Pedro Ribeiro (homem público de escrúpulo e caráter algum) e pelo primeiro secretário da Mesa, vereador Gilber Chaves (o mais notório picareta e golpista que a vida pública de Esperantina já produziu) vivia me ameaçando às claras, tornando meus dias tensos, minha vida administrativa cheia de armadilhas e remetendo-me a uma situação de angústia crônica. Andava, verdadeiramente, descrente da honra, da ética e do próprio ser humano.

Paralelo a este estado latente de tentativas seqüenciadas de extorsão, vivia outros dramas, não menos graves e de irreparável lesão à minha história de vida e de lutas incessantes por Esperantina e sua gente.

O Governo do Estado, na pessoa do próprio governador e de seus principais aliados, declaram abertamente guerra contra mim, minha administração e de flagrante boicote a todos os meus projetos e ações governamentais. Wellington Dias batia na mesa e dizia que eleger seu secretário de Estado Francisco Antonio era uma questão pessoal, uma vontade do governante e do político, decretando verbalmente que a Prefeitura de Esperantina teria, a qualquer preço, que ser incorporada ao latifúndio político do Partido dos Trabalhadores no Estado do Piauí. Diante da inadmissibilidade de uma derrota eleitoral, um batalhão de força da mais alta elite palaciana foi destacada pessoalmente pelo governador a dar suporte e logística à eleição do candidato à prefeito Francisco Antonio. E no caminho a ser percorrido todos as cartas deveriam ser usadas. Diante das porteiras abertas pelo próprio alcaide, toda espécie de crime foi registrada para a ascensão do PT ao poder em Esperantina. Extorsões, coações, distribuição graciosa de mais de 600 contra-cheques à pessoas com potencial de votos, campanhas maciças de difamação contra mim em rádios, jornais, televisões e portais, uso de todos os órgãos governamentais como máquina de favorecimento e também de repreendas para o sufrágio de eleitores.

A parte mais sórdida da história coube ao próprio candidato à prefeitura – Francisco Antonio de Sousa, vulgo “Chico Preto”. Com talonários assinados em branco pelo próprio governador Wellington Dias, o rapazinho se lançou a escrever uma história recheada de criminalidade e arbítrios lascivos. Agindo desvairadamente, pois blindado pelo Governo do Estado passou a se sentir acima da Lei e da própria Justiça, o moleque que até então só havia se aventurado à pequenos crimes envolvendo compras e pequenas obras sobre as quais costumeiramente lucrava com comissões em seu tempo no Palácio de Karnak, se transformou num potencial agente de corrupção pública e eleitoral. Passou a patrocinar entre membros do Judiciário Piauíense uma imagem negativa minha, comprou dezenas de lideranças políticas da cidade, arregimentou duas das três emissoras de rádios locais, distribuiu computadores e contra-cheques para comunicadores da cidade e, sempre em nome do Governo Estadual, deu início a uma série de obras públicas fraudulentas e sem nenhum procedimento legal ou licitatório.

E foi neste contexto de violência, agressões, criminalidade e extorsões que enfrentei o maior desafio de toda a minha vida: o Dilúvio de 2008.

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PORQUE TANTO ÓDIO POR ESPERANTINA?

>> 5 de abr. de 2009


Por mais que esteja distante da cidade de Esperantina, todos os dias chegam até mim um número cada vez crescente de gritos, clamores e denúncias da destruição em massa promovida pelo PT em todos os setores em que atua a prefeitura.

Assim como ratos e outros caudilhos pestilentos, essa quadrilha de malfeitores iniciou desde a campanha até a posse um violento e translocado tempo de crimes e barbáries, ferindo de morte a democracia e debochando porcamente do Poder Judiciário.

Incineraram a Constituição Federal, não permitiram a presença do Pleito Legal e Eleitoral e, na sequência, anteciparam por via de Golpe em 90 dias o controle sob o Poder Executivo, este tomado de assalto e com a cumplicidade e anuência da Câmara Municipal e da grande imprensa.

Ainda assim, desnudo de mágoas e ou paixões, faço aqui o registro da minha grande decepção. Esperava verdadeiramente que todo este massacre sanguinolento do qual fui vítima, e com o exílio eleito por mim próprio em Teresina, tudo fosse se harmonizar como ao final de um grande surto psicótico. Que o PT algoz, diante da imunda conquista que empreendeu, retomasse o equilíbrio emocional e mostrasse talento, competência e soluções de grande nível para os milhares de problemas que durante o longo surto criticavam.

Pensei comigo...

Levando em conta os avanços fantásticos que deixei na Educação, os ajustes finais feitos por mim na Saúde, os resgates que fiz como prefeito junto à história da cidade, a alto estima dos moradores, a alegria contagiante que despertei ao longo de todo o ano na juventude, o fantástico projeto Minha Casa, Meu Amor, os calçamentos a perder de vista, a realização do sonho que parecia impossível – uma Universidade Municipal, festas extremamente grandiosas e profissionais, as fenomenais ações de modernização das associações e comunidades rurais, a crença depositada no comércio local e em cada esperantinense de forma personalizada e verdadeiramente comprometida...

Pensei que tudo o que fiz no âmbito da liberdade, pois sei que arranquei durante quatro anos todo o medo e sentimento de covardia que Esperantina nutria na alma, o respeito à cidade e ao povo, a beleza de grandes obras como as praças, teatro, Felipão, Coliseu, biblioteca, Anexo, Centro de Zoonose e tantas outras maravilhas que meu sentimento de amizade pelo povo da cidade me inspirou a construir...

Pensei que herdando de mim tantas obras e conquistas, além de mais de um milhão de reais fartamente distribuídos em todas as contas e fundos... Pensei que com todo o império que herdaram de mim, Felipe Santolia, eles fossem dar continuidade a um grande governo, aproveitariam toda a força e poder que tem o Governo do Estado e fariam uma verdadeira revolução em Esperantina e na vida de todas as nossas famílias...
Eu tinha isso como certo!

E qual não é minha decepção ao constatar, junto com toda a cidade, inclusive com os próprios eleitores que neles votaram, que o PT é A MAIOR FRAUDE POLÍTICA E HUMANA da história de Esperantina.

Acabaram com a Educação, transformaram professores e servidores públicos de um modo geral em pessoas sem dignidade, sem voz, sem direitos, com parte de seus salários assaltados sem nenhum amparo legal. Pressionaram tanto o funcionalismo público que incutiu neles o medo, transformando-os em agentes fracassados, rastejantes e sem uma história de dignidade para o orgulho de seus próprios filhos e familiares.

O PT comprou o Sindicato dos Servidores Públicos, distribuiu contracheques e migalhas para uma meia dúzia de picaretas que se fingem de imprensa e radialistas, quando na verdade não passam de doentes e desprezíveis lixos humanos, esfregou a cara de vários professores num monte de estrume fedido quando ignorou o direito adquirido expulsando-os da zona urbana e batendo suas carteiras em roubos individuais que chegaram a 170 reais em um único contracheque.

Já destruiu fontes, a cidade vive no escuro, jovens são humilhados pela polícia comandada por eles, a Saúde está de portas fechadas, o Estado levou uma grande fatia dos alunos, estão dando calotes gigantescos em carros alugados, incharam a máquina distribuindo contracheques para centenas de apaniguados que passam o dia pelos corredores de braços cruzados e sem uma lotação que os justifique...

Acabou com a qualidade da merenda escolar e condenou a cidade à escuridão dos bairros e a sujeira parecida com a sujeira que eles possuem dentro de suas mentes doentias. Lavradores tem dificuldade de acesso à cidade pela perseguição instalada nas linhas, barraqueiros e beneficiários de pontos públicos se desesperam diante das taxas e impostos abusivos. No comércio a crise se alastra numa velocidade assustadora. Dos quase dois milhões de reais que entram todos os meses nas contas da prefeitura quase tudo está evaporando por janelas abertas longe da cidade e às escondidas do povo.

Um absurdo de carros de fora são vistos todos os dias na cidade. Pessoas estranhas e que só conversam entre elas transitam nos corredores agora desertos e sombrios entrando e saindo dos gabinetes ocupados pelo auto comando do PT. Reuniões secretas, acordos e conchaves envolvendo grandes somas em dinheiro são costurados à portas fechadas. Ninguém os vê, as obras e serviços não aparecem, o roço da Semana Santa foi esquartejado e jogado para as cobras, aumentam as filas de pessoas à meses sem pagamento, fornecedores aparecem para cobrar por vendas de produtos que ninguém testemunha a existência...

Tudo está sendo destruído, acabado...

Uma ditadura perigosa e um governo turvo e de grande desnorteio está levando Esperantina à prejuízos incalculáveis e à noites longas e tenebrosas!

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A PALHAÇADA DA VILMA E A PIADA DA MERENDA

>> 16 de jan. de 2009

Arroz vencido em Novembro de 2008. E eu não fui afastado do cargo em outubro?

Acho que perdi a noção de toneladas. E ai tem uma tonelada? E só o arroz é que tem data de vencimento para ser fotografado?



Desde ontem que me divirto dando boas gargalhadas das palhaçadas da Vilma – essa secretária de Educação que detesta Educação, tem raiva de professores e odeia crianças.

Irritadíssima com as verdades que foram escritas por mim aqui no blog, a vereadora que mais comprou votos na história de Esperantina perdeu as estribeiras e resolveu fazer aquilo que o PT tem grande habilidade: forjar provas, inventar uma situação e ficar destilando a mentira até que essa se pareça com a verdade.

Eu só não imaginava que a parasita Vilma pudesse ser tão atrapalhada e incompetente, já que maldosa, corrupta, arrogante, maquiavélica e preguiçosa toda Esperantina já o sabe que é.

Começou mal sua administração a frente da Secretaria Municipal de Educação, e não foi por falta de aviso. Acabou com as coordenações disciplinares criadas por mim e quer reabrir os multiseriados. Tem tratado a todos que a procura com arrogância e estupidez o que a levará, muito mais cedo do que imaginávamos, a notória e irremediável situação de inimiga dos servidores da Educação. E neste setor, e o digo por experiência, quem planta ventos colhe por excelência grandes tempestades.

Estou concluindo com meus advogados uma ação de retratação pública e por indenização por calúnia, difamação e injúria contra a professora Vilma, que passou os últimos quatro anos de governo beneficiada por mim, à disposição da Prefeitura de São João do Arraial e sem trabalhar, soube depois.

Existe uma coisa chamada LICITAÇÃO e outra subsequente chamada PRODUTOS LICITADOS. Em nenhuma delas consta a marca do arroz fotografado e, mesmo se constasse o arroz (plantado pelo PT que mandou recolher a merenda das escolas) nele se vê com clareza a seguinte inscrição (vide foto): VENCIMENTO EM NOVEMBRO DE 2008.

A secretária deve estar realmente consumida em ódio pessoal ao ponto de tornar-se cega em suas lembranças. Fui afastado do meu cargo de prefeito, fruto do GOLPE forjado e pago pelo PT, em 30 de outubro de 2008. Portanto, anterior à data de vencimento dos produtos. Entre o meu governo e o governo do Chico houve uma gestão intermediária, que por sinal ocupada por uma quadrilha concubina do atual governo cafetão. Quando voltei, faltando cinco dias para a conclusão do meu mandato (dos quais apenas dois dias úteis) nenhum pedido, compra ou pagamento foi efetuado, até por que o PT também tratou de bloquear as contas.

Sendo assim, estou amparado por essas datas indiscutíveis, provas e outras guardadas nos arquivos que, de tão numerosas, tornaria por demais cansativo enumerá-las.

Começou muito mal Vilma, muito mal mesmo!

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A SAPATADA DO SÉCULO

>> 21 de dez. de 2008

Esse tema, mesmo dessecado ao extremo, é por demais palpitante e envolvente. Não se trata de uma simples sapatada, mas da SAPATADA DO SÉCULO e, só não foi PERFEITA, por que o desajeitado jornalista infelizmente ERROU O ALVO.

Muntazer al-Zaidi foi bastante criticado mundo a fora por colegas jornalistas que, de forma hipócrita e covarde, empunharam a ética e postura como cravos para crucificar aquele que na verdade se portou tão somente como um iraquiano ferido na alma e violentado barbaramente pelo Governo Absolutista, Terrorista e Desumano de Bush. Os métodos de tortura empreendidos na Destruição do Iraque remeteu a humanidade aos tempos de barbárie e selvageria. Muntazer foi, naquele momento, a voz de seu País, o grito de uma Nação, a fotografia do Iraque mutilado pelo soberano.

Longe de mim fazer apologia a qualquer tipo de violência, sou pacifista por natureza. Entretanto, a resposta do iraquiano aos crimes promovidos pelos norte americanos em seu país não pode ser visto como um ato de violência, e sim como um manifesto de repúdio e um testemunho ao mundo da inominável carnificina bushiniana.

Uma sapatada é chá de peteca perto do rastro de sangue e das milhares de vidas inocentes ceifadas durante a guerra promovida para atender a um capricho injustificável de Bush. O assassinato de americanos e iraquianos, além da Crise Mundial provocada pelas decisões insanas e tirânicas do presidente, fazem dele o mal na sua forma mais pura.

Somente a título de ilustração, segundo artigo que li no Correio Brasiliense, “A sapatada é um dos maiores insultos que alguém pode receber no Oriente Médio. Em 2003, quando os soldados americanos derrubaram uma estátua do então presidente Saddam Hussein (outro bushisinho local), os iraquianos tiraram os sapatos para bater na imagem do ex-ditador”.

_”Está ai seu beijo de despedida, seu cachorro”, gritou Muntazer al-Zaidi. Uma espécie de comando ABRIR FOGO detonando contra o imperador norte americano seu par de mísseis 41.

Portanto, caro Carlos Humberto de C. Neto, a resposta a sua oportuna pergunta é SIM.

E quanto ao seu “amigo” (hehehe) Ed Lascado, desejo a ele neste Natal que descubra o quanto antes as sapatarias freqüentadas por você e que as evite. Proponho-me a pagar uma rodada de chope àquele que arriscar um palpite sobre o que aconteceria se os dois disputassem o mesmo Mocassim.

Que fique registrado o meu apoio à causa da nação árabe contrária àqueles que por intermédio da força querem subtrair seus tesouros, honra e a própria vida.

PS: Agora, cá para nós, suspeito que a primeira dama norte americana tenha sangue iraquiano nas veias. Somente tendo muita afinidade com sapatadas para explicar aquela desviada ninja que ele deu.

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CARTA AOS CHIBATEIROS

>> 17 de dez. de 2008


O Senador Mão Santa, dia desses, me disse: "_ Santolia, todas as dificuldades provém de Deus, inclusive estas que você tem enfrentado. Aproveite para aprender, crescer com elas e se tornar ainda mais forte do que já é. Você é o maior líder político da sua região e as adversidades são bençãos disfarçadas".

Parei para refletir em suas palavras e vi, por intermédios delas, uma profunda sapiência.

Nós, chibateiros, somos o grupo mais forte de Esperantina, senão vejamos. Há quatro anos que o grupo opositor faz de tudo para nos afastar do mandato de prefeito. Abaixo, passo a enumerar as ações da quadrilha de Esperantina contra mim.

01 - Primeiro foi a imprensa local e estadual. Foi preciso Chico Preto usar todo a peso da máquina do Governo do Estado, aliciando emissoras de televisão, rádios da capital e do interior, portais e jornais para, com uma campanha de difamação maciça tentar jogar meu nome na lama e destruir minha imagem pessoal e pública. Paralelamente contou com o apoio local da imprensa de Esperantina. A Rádio da Paróquia não me deu folga um dia. J.B. Alves ganhou carro novo para me detonar antes e durante a campanha eleitoral da forma mais vil e cretina que um radialista pode exercer. Portalesp (do João Filho) e Jornalesp (da Curica) têm quilômetros de postagens com falsos escândalos e notícias mentirosas. Fora as comunidades criadas por eles nos Orkut´s da vida. Não foi o suficiente.

02 – Vendo que a força do nosso trabalho suplantava as mentiras pagas publicadas, partiram para a compra de lideranças políticas. Compraram o PSB, o PMN, o PDT, o PCdoB, o PSB e todos os outros P´s que iam encontrando pela frente. Junto com os partidos, comprados na liga ou com a distribuição de graciosos contracheques do Governo Estadual distribuídos fartamente, obrigou-se às lideranças “adquiridas” no pacote à empreender todos os tipos de ações criminosas contra mim. Chingamentos, falsas denúncias na Justiça, destruição na madrugada de obras em andamento, agressões verbais na mídia, perseguições aos meus aliados e eleitores, ataques às nossas casas e veículos e, pasmem, organização de greves de servidores mesmo estes estando com os salários em dias e tantas outras atrocidades das quais não me lembro todas. Também não foi o suficiente.

03 – Chico Antonio não desistiu, foi além. Envolveu todos os órgãos do Governo do Estado presentes em Esperantina no projeto “DESTRUINDO O SANTOLIA”. O Hospital Regional maltratava (isso quando não negava atendimento) todas as pessoas ligadas a mim. O DETRAN promoveu inúmeras blitz para apreender veículos dos amigos. A Secretaria de Fazenda autuou, multou, fechou, denunciou e fez o diabo na vida de todos os comerciantes da cidade para que estes também se rendesses às ações da quadrilha. Diretores e professores das escolas estaduais ministraram aulas intermináveis de ataque à minha honra, de disseminação de mentiras sobre o Governo Municipal e de calúnias as mais diversas. Todo o aparato policial foi maquiavelicamente conduzido com os agentes da Lei agora promovendo a ilegalidade e dando blindagem às ações do CRIME ORGANIZADO pelo Chico Preto. Os Programas Sociais do Governo Federal passaram rapidamente às categorias de COMPRA VOTOS e de distribuição de benefícios à membros do bando que nem de longe deles necessita. Montou-se uma prefeitura paralela, com construção de obras eleitoreiras durante o período do pleito municipal. Uma operação de corrupção e criminalidade jamais registrada na história do Piauí. E ainda assim não foi o suficiente.

04 – Um hacker (que já havia sido preso anos antes por adentrar nos sistemas do Banco do Brasil) foi contratado pelo Chico Preto para inseminar nas Urnas Eletrônicas (à exemplo do que já foi provado no município maranhense de Caxias) um segundo programa, o que justifica milhares de eleitores terem votado sem visualizar a minha foto de candidato. Fora a quantia quase que surrealista de 1 milhão de reais em notas de 100 espalhadas à fartura na madrugada da eleição. E ainda assim não foi o suficiente.

05 – Foi necessária a compra de seis vereadores numa sessão maluca, sem amparo legal, para promover no último dia 30 de outubro o meu afastamento do cargo de prefeito municipal.

Meus irmãos chibateiros.

Somos os mais fortes da região Norte do Estado. Foi preciso a união de centenas deles e a venda da alma ao diabo para que conseguissem, depois de anos de intento, uma RASTEIRA pequena, quase que insignificante, em mim. Não digo nem de um em um, e sim de dez em dez se viessem contra mim, ainda assim se derretidos não daria cada grupo um danoninho perto de minha força política e eleitoral.

Portanto, comemoremos o fracasso da quadrilha que não fazem medo ao mais inofensivo dos gatinhos.

SOU CHIBATEIRO COM MUITO ORGULHO !!!

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DESMASCARANDO O CANALHA 4

>> 4 de dez. de 2008



E isso é só o começo...

O CD do "bolso" também já se encontra em minhas mãos...
Impressionante seu conteúdo. Não tenho dúvidas de que a IMPRENSA NACIONAL vai deitar e rolar com todo este material. Algo inacreditável !!!

Maurício Costa, Vilma do Cepes, Santana da Kolping, Chico Antonio, Sampaio do Padre, Pedro Ribeiro, Gilber Chaves, Luzinete, Nonato Laranja, Marcos Vinício, um picaretinha de quinta categoria chamado João Carvalho, Joe Alves de Alcântara, Chico Pudim, François Jr. Esses são alguns dos nomes que nem com reza brava se livram de uma cadeia GIGANTESCA por corrupção ativa e passiva.

Como disse, é chegada a hora que me cabe, a de escrever o último capítulo deste livro.

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OK DESMASCARANDO O CANALHA 3

>> 3 de dez. de 2008

Conforme compromisso assumido por mim neste blog, você confere nesta postagem uma das inúmeras provas que juntei ao longo das últimas semanas que levam a nocaute todo o gigantesco esquema de corrupção que associou meu nome à escândalos orquestrados, atos que nunca cometi e crimes forjados, lotando os tribunais de processos construídos de argumentos criminosos e testemunhos montados e, o que é mais grave, culminando no seqüestro do meu mandato e na ocupação da Prefeitura de Esperantina por uma quadrilha de larápios da mais alta periculosidade.

Neste trecho de vídeo (o seu conteúdo integral tem exatos 37 minutos) o ex-motorista da prefeitura, Jefferson Castro Torres de Sousa - o "Lorão", usado como inocente útil pelo perigoso psicopata Gil Sobreira, detona com parte do esquemão com declarações bombásticas e que fazem coro a todas as denúncias que tenho publicado até aqui.

Pedofilia, oferecimentos de falsas denúncias, violência contra a esposa, a verdade sobre o Caso Matone são algumas das muitas farsas elucidadas neste depoimento forte e polêmico.

A face de Gil Sobreira tal qual ela é ! E mais... O vice-prefeito, Dr. Joe Alves de Alcântara por detrás, ao lado do prefeito eleito Chico Antonio no patrocínio de todo o esquema para arruinar com minha imagem e me debilitar eleitoralmente.

Confira você mesmo o início do fim de uma quadrilha e, como já havia dito anteriormente, AS TROPAS AVANÇAM EM PASSOS LARGOS RUMO À BAGDÁ !!!



ASSISTA AO VÍDEO
NA POSTAGEM DE CIMA !!!

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LOBOS EM PELES DE CORDEIRO - CAPÍTULO 2

>> 23 de nov. de 2008

No primeiro capítulo de nossa blog novela da vida real, você conheceu o plano do Palácio de Karnak para vencer as eleições em Esperantina, um pouco da história de Chico Antonio e o seu desprezo pela própria família e as denúncias feitas por Themístocles Filho e Robert Rios sobre a corrupção eleitoral que o governador Wellington Dias promoveu em nossa cidade visando a eleição do Chico – seu ajudante de ordens número 1 e o mais eficiente carrega pastas do governador.

No ar: Lobos em Peles de Cordeiro – Capítulo 2 !


O BERÇO QUE ME EMBALOU.

Nasci em Guaratinguetá, uma bela cidade do Vale do Paraíba (Estado de São Paulo) no dia 27 de novembro de 1971.

Meu pai, um mineiro dos melhores: trabalhador, honesto e dono de um humor cativante e inteligente. Generoso e avesso à mentiras e crueldades, sempre nos ensinou a amar as pessoas como elas são, aceitando-as em suas limitações e dando-lhes créditos na esperança de que estas um dia venham a acertar.

Minha mãe um exemplo a ser seguido na difícil arte de amar e educar. Filha de imigrantes italianos tem o espírito das formigas (trabalha sem cessar) e um coração que falta não caber dentro dela de tanta generosidade e afeto pelo mundo e sua gente. Não me lembro de tê-la vista uma única vez sequer chorar suas fraquezas ou deprimir-se diante dos infortúnios da vida. De sua boca somente palavras de ânimo, de amor, de esperança de que na vida tudo passa, tudo se contorna, tudo se reconstrói.

E foi neste ambiente de profundo saber, de grande religiosidade e inesgotável respeito pela vida e pelo próximo que cresci, estudei e aprendi a ser o que hoje sou: um homem que mesmo ferido em sua dignidade e atropelado em seus direitos respira a vida em magnitude e enfrenta os dissabores com honradez e coragem.



DE MINAS GERAIS PARA O PIAUÍ.

Estava no segundo ano do ensino médio, cursando técnico em Telecomunicações. Era aluno interno da mais conceituada escola mineira na área, mantida e administrada pelos padres franceses da Ordem Betarramita no Brasil. Localizada em cima de uma colina na bela e paradisíaca cidade de Passa Quatro (sul de Minas Gerais), seu conjunto arquitetônico inglês datava do fim do século XIX e compunha um cenário misterioso, que inspirava os moradores locais nas mais diversas áreas. A escola, não raras vezes, era tema de músicas, poemas e, em função de suas dependências fechadas ao público externo e monumental em suas dimensões, personagem entre os populares em histórias que iam de padres envolvidos com a máfia até aparições de fantasmas e outras estórias do gênero. Com tudo isso, era muito divertido, além de nobre, aprender com a metodologia francesa de ensino.

Até então, e o ano no calendário colado atrás da porta do quarto marcava 1990, eu nunca havia me interessado ou sequer conhecido a região nordeste brasileira.
Aos finais de semana, quando não obtínhamos permissão para irmos para a casa de nossos pais, e isso se dava em razão de alguma nota baixa nos exames periódicos ou por algum ato de indisciplina, ficávamos na escola submetidos à aulas de reforço, trabalhos braçais agrícolas e encontros vocacionais. Para mim, quando isso acontecia, confesso que não era tão ruim assim, afinal poucos foram os finais de semana que não tive minha saída autorizada pelo padre administrador.

E foi num destes finais de semana que, durante um encontro vocacional, externei ao mediador o meu desejo, não de ser padre, mas de servir como missionário em países pobres, à exemplo dos africanos. Narrei-lhe a angústia que carregava na alma ao ver fotos e documentários daquelas pessoas miseráveis, vivendo marginalizadas, à margem dos Direitos Humanos, sem alimentos, sem remédios, sem amparo.

A conversa foi levada à sério, pelo que parece. Um ano depois, mais precisamente no dia 15 de abril de 1991 eu aterrisava no aeroporto de Teresina, rumo a Floriano, de onde, depois de fazer o noviciado em um convento franciscano, seguiria para Angola com a missão de somar-me aos frades presentes naquele país e trabalhar na construção de um mundo melhor para toda aquela gente.

UMA ÁFRICA DENTRO DO PIAUÍ.

Foi amor à primeira vista!

O Piauí era mais do que eu esperava, só não o clima, é claro. Sua vegetação, a generosidade e religiosidade impressionantes das pessoas, os baixos índices de criminalidade, o folclore local, o espírito festivo com que as pessoas frequentemente vivem e a alegria que o piauiense carrega na alma, contagiante e envolvente. Como disse, foi amor à primeira vista.

Em Floriano, primeiro conheci o Piauí de poucos e, só depois, o Piauí de muitos.
Convivendo na intimidade (no bom sentido, é claro) com padres, bispos e políticos, pude observar o luxo, as riquezas acumuladas e as relações entre eles nada nobres e religiosas. Corrupção, incentivo à desigualdade social, desprezo aos mais humildes e manipulação da informação, este último como forma de blindar este estado de vergonha que faz do Piauí, um estado rico em potencialidades, em um dos estados mais pobres economicamente do país.


Já, em outros momentos de minha vida em convento, conheci o Piauí de verdade, o Piauí da maioria. Integrando as muitas pastorais das quais participava (do campo, de amparo aos alcoólatras, às prostitutas, aos jovens drogados etc.) fui entrando, gradualmente, em contato com a massa, com aqueles que pouco possuíam e que, ainda assim, eram levados pela mídia a crer que estava tudo certo, que a vida era assim mesmo e que todos deveriam agradecer aos governantes porque aqui o negócio estava bom até demais.

Foi incursionando pelos povoados rurais e periferias urbanas que comecei a perceber que havia sim uma África dentro do Brasil. Pessoas morando em casas de palha, fazendo muitas vezes uma única refeição (se é que se pode chamar arroz puro de refeição) por dia, descalças, sem dentes, sem atendimento médico, sem direito à Justiça, sem razão diante do delegado. Pessoas sem renda, sem lenço, sem documento. Uma legião de mortos vivos que circulam pelas ruas e estradas do Piauí, produtos da imoralidade da política praticada no Estado, das decisões tomadas nos Tribunais e, o que é pior e agravante, das toneladas de mentiras despejadas em nossas mentes diariamente por jornais, tevês, portais e emissoras de rádio Piauí à fora.

Este foi o Piauí que me fez ficar, trabalhar e lutar. Um Piauí África que existe e que precisa urgentemente de uma ação modificadora, moralizadora e eficiente.

DE FREI FELIPE A FELIPE SEM FREIO.

Ainda no convento conheci uma garota que me virou a cabeça e me levou às últimas conseqüências do “pecado”. Grávida de um filho meu, reuni os frades e comuniquei o fato seguido de meu pedido de desligamento da Ordem, no que fui, é claro, prontamente atendido. A garota (minha esposa) estava grávida de meu primeiro dos dois filhos, Pablo Arthur Carvalho Santolia (14 anos de idade). Quatro anos depois nasceu Antonio Neto, hoje com 10 anos. Foi neste período que comecei minha incursão pelo promíscuo e frígido mundo da comunicação piauiense.


Iniciei minha carreira como repórter e apresentador da Rádio Alvorada FM (Floriano), depois trabalhei como repórter, redator e editor-chefe do Jornal A Voz de Floriano, lançando em seguida o meu primeiro jornal impresso, O Gurguéia, também naquela cidade. Enganado pela minha sócia, que me levou até as calças, parti para Altos.
Em Altos trabalhei alguns meses organizando a programação artística da Rádio São José dos Altos, de propriedade de Elvira Raulino (uma colunista bajuladora da elite e que vive de pequenas extorsões). De lá parti para Barras, onde fui nomeado Secretário de Cultura, Turismo, Desportos e Lazer do então prefeito Cabelouro. Conheci por dentro a engrenagem da corrupção presente nas prefeituras piauienses. Impressionante a falta de responsabilidade com a coisa pública e com o povo. No Piauí administra-se milhões através dos famosos cheques-bilhetinhos.

Mudei-me para Teresina onde fui contratado por Tony Trindade para integrar a equipe de repórteres da TV Antena 10. Durante 2 anos viajei o Piauí inteiro produzindo documentários em todos os municípios piauienses, vários deles exibidos em Rede Nacional no Jornal da Record, que tinha como âncora o grande jornalista Boris Casoy. Dado ao meu empenho, não acabei promovido ao posto de Diretor de Expansão. Em menos de um ano ampliei o número de municípios que recebiam o sinal da emissora de 16 para 86 cidades. Não demorou muito para que a concorrência me focasse.



Foi neste momento que entrou na minha vida o empresário Paulo Delfino da Fonseca Guimarães, o poderoso do Piauí à época. Fez-me uma proposta, por intermédio do empresário Sílvio Leite (superintendente do grupo naquele tempo) irrecusável. Um Vectra do ano e salário de 5 mil reais. Era muito dinheiro. Não possuía carro e ganhava 700 reais pela Antena 10. Não pensei duas vezes. Mudei de emissora.
Passei um ano no Meio Norte, na televisão. Conheci muita gente, entendi um pouco mais da filosofia da empresa (pagou falamos bem, não tem dinheiro sentenciamos culpado, não tem crime inventamos um) e acabei pedindo demissão, pois começava a me sentir também um prostituto da mídia.
Como já estava há 5 anos sem tirar férias resolvi passar uma temporada de alguns dias na cidade de Esperantina, onde em 1996 havia residido por 80 dias e comandado a campanha que elegeu Francisco das Chagas Rebelo (o “Chagô”) prefeito daquele município.
Hospedado na Pensão do Valmor, um grande amigo, tinha em minha conta corrente cerca de 70 mil reais (hoje o equivalente a 200 mil reais) oriundos de economias e da rescisão contratual com o Grupo Meio Norte. Comecei a me envolver com o drama das pessoas que moravam próximas a pensão. Pobres, idosos esquecidos pela família, prostitutas, alcoólatras, mendigos, desempregados, homens e mulheres escravizados em fazendas de coronéis, vítimas das mais diversas injustiças e toda sorte de gente que integra o Piauí África, o dia-a-dia desta terra sem leis, onde os valores andam na contra-mão da moralidade.
Foi naqueles dias que meu espírito franciscano fluiu com maior intensidade, foi quando a vida me deu a grande oportunidade de exercitar tudo que aprendi na convivência com meus pais e na inestimável passagem pelo convento. Amar aos pequenos, colocar-se diante dos grandes em defesa dos menores, sorrir onde a vida insistia em sua face mais dura, ser instrumento de justiça onde a causa parecia perdida, e perdoar.

DOANDO ATÉ O ÚLTIMO CENTAVO.
A casa de palha pegava fogo, reconstruía. Aos doentes, remédios. Aos famintos, alimentos. O filho fracassou em Estado distante? Está garantido seu resgate para junto da família. Atrasou o sindicato e com isso tolheram-lhe os direitos? Deixe que eu pago. Sífilis, frete para buscar a produção na roça, exame em clínica particular, viagem para Piripiri para resgatar o seguro desemprego, advogado para uma causa trabalhista, dentadura para melhorar a alto estima? Problema resolvido.
E desta forma fui dando esperança a muita gente, reconstruindo vidas, reanimando corações que só batiam, mas em um corpo de sentimentos mortos. O que toda aquela gente não sabia é que, mais que agraciá-las com a solução de seus problemas, estava eu libertando-me de meus próprios fantasmas, me redimindo de muita sujeira que havia praticado enquanto repórter, construindo ao meu redor um Piauí que sabia ser possível existir, exercitando o dom maior – amar ao próximo sem limites, sem imposição de condições. Nada exigia de ninguém, nem sequer o nome de quem beneficiava. Bastava-me o sorriso, mesmo sem dentes, daquele cuja aflição desaparecia diante do exercício maior do Amor.
Não demorou muito para que minha fama percorresse a cidade, depois ganhasse os povoados rurais e, por fim, as cidades circunvizinhas. Entretanto, na mesma velocidade da fama vi evaporar minhas economias e não demorou muito para que fosse chamado à minha agência bancária e, educadamente, ser notificado de minha execução por abuso de crédito e longa relação de cheques sem provisão de fundos. Estava pobre de novo, mas feliz e realizado !


GUERRA AOS CORONÉIS. LIBERDADE AO POVO.
Conheci François Junior, um sobrinho do ex-prefeito José Ivaldo Franco e proprietário de um posto de lavagem na cidade. Típico playboy interiorano, sem dinheiro mas vivendo do status que o sobrenome da família lhe conferia. Grandalhão (e respeitado por isso), tinha idéias de jerico, pouco estudo e muita foba. Ainda assim se mostrava um bom amigo. Como ele tinha algum dinheiro e eu nenhum, resolvi propor-lhe um negócio. Seríamos sócios em um jornal impresso.
Ele entraria com a estrutura de trabalho (gravador, sua motocicleta, combustível e, é claro, fazer minha segurança toda vez que uma edição fosse lançada). Sabendo de seu amor ao dinheiro também propus que ele ficasse responsável pelo departamento comercial e com a administração do dinheiro. Quanto a mim, cabia-me a missão de correr atrás de informações, redigir matérias, fotografar os fatos, diagramar o jornal, correr atrás de sua impressão em Teresina e, por último, vender os exemplares de porta em porta. Fechamos a parceria e, naquele momento, Esperantina acompanhava o nascimento do Jornal O Regional que, algumas edições depois, seria rebatizado para Jornal A Chibata.
Seu lançamento foi um sucesso na cidade, uma luz de esperança para o povo e um pesadelo na vida dos coronéis locais. Logo na primeira edição bateu recorde de vendas. Tanto que, em meu arquivo pessoal, tenho todas as edições publicadas, exceto o número 1.
Se alguém souber quem tenha, favor me avisar, ficaria muito grato e feliz !
No próximo capítulo de Lobos em Peles de Cordeiro você irá conhecer a história do meu primeiro programa de rádio em Esperantina (Chibata Show), a ira dos coronéis locais contra mim, as humilhações em público, as tocaias, as tentativas de assassinato, a rádio-carroça que arrastei pelas ruas da cidade, o Bingo da Jumenta, a criação da Chibata FM, minhas prisões, os processos que respondi na Justiça pelo crime de combater a corrupção, a sessão de tortura pela qual passei (rotulada pela imprensa de “Crucificação”) e, por fim, minha conturbada eleição para prefeito da cidade em 2004.
Até lá !

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Olá! Sou estudante de Direito do Primeiro Período / Turma P. Meu nome é Felipe Santolia e tomei a iniciativa de inaugurar este espaço, uma sala de aula virtual, onde TODOS podem e devem publicar artigos, editoriais, vídeos, sugestões de leituras, dar publicidade à eventos e toda sorte de informações pertinentes ao nosso Curso e aos temas propostos pelos Mestres. O conteúdo a ser publicado deverá ser enviado para o e-mail do blog

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